quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Minha família Saudita

Peguei uma gripe demoniaca que me fez sentir até nostalgia do Brasil. To podre. Mas o gozado é que só o meu lado esquerdo ta fodido. Minha narina esquerda entupida e escorrendo, minha amígdala esquerda inflamada, meu olho esquerdo vermelho, levemente inchado e lacrimejando, porém meu corpo inteiro dói paporra.

Enquanto faz -10 lá fora, passei o dia inteiro sentada no tapete, com uma febre que me fez suar na bunda, assistindo o Abdul jogar Call Of Duty enquanto comia suas sementes de girassol. Mês retrasado, estive tão gripada quanto agora e o Abdul com toda gentileza, fez uma misturinha que a mãe dele fazia pra ele quando era criança. Pegou uma panela pequena e mexeu por alguns minutos mel, limão e gengibre, no fogo.

E aí eu me dei conta do quanto tive sorte em Toronto. Aqui eu encontrei uma família. Uma família Saudita, constituída por rapazes Sauditas estudantes que me respeitam como uma irmã. Eu não vou nem comentar sobre o país... Isso não vem ao caso.

Nunca mencionei aqui que moro com Sauditas, né? Talvez por eu estar doentinha, estou um tanto introspectiva e fiquei com vontade de escrever algo fofinho. Eles me respeitam e muito. Aqui eu sentei no chão e comi Kabsa no mesmo prato e com as mãos, junto com eles. Bem, eu tentei. É preciso ter as manhas, e eu me sujo muito e sempre termino usando os talheres. Pois sim, eles comem arroz com as mãos, (pois sim, enfie esse seu "nojinho" na sua cavidade anal).

E realmente aquela frase, que diz "Nem sempre é preciso ter laços de sangue, família a gente escolhe por afinidade.", faz todo o sentido. 
 

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