quarta-feira, 30 de maio de 2012

Jogando merda no ventilador

Não escolhi jornalismo pelo simples fato de ter um histórico ruim no ensimo médio e ser a decepção do papai (que é engenheiro) em exatas ou muito menos para aparecer na televisão. Digo isso porque vi muito babaca começando o curso só porque não possui números e outros que decidiram ser jornalista por causa da Fátima Bernardes e William Boner.

Mas apesar de ser uma verdadeira otária em matemática, física, química e afins, minha história com o jornalismo foi caso pensado. Escrever sempre foi meu paraíso e da época de escola, só consigo me lembrar das aulas de história e geografia. Mas olha só que romântico: eu sentia que tinha uma missão com o jornalismo.

A princípio, quando entrei na faculdade a 4 anos atrás, meu interesse era na área de jornalismo internacional, o famoso "correspondente", onde o jornalista visa acontecimentos estrangeiros para o país onde se localiza o veículo de imprensa em que trabalha. Eu, com a ilusão de que a mídia é o quarto poder e os jornalistas podiam mandar no país (em épocas que derrubavam governos), tinha o sonho de ser correspondente de guerras e acontecimentos no Oriente Médio.

E sabe como é aquela história de adolescentezinho mocorongo, acreditava que minha missão era poder mostrar a realidade que a mídia não mostra para o mundo. Meu objetivo era acabar com esse preconceito ocidental contra a cultura islâmica, quebrar essa manipulação nojenta e parar com os mitos sobre o Oriente Médio. Manipulações feitas desde desenhos animados, filmes hollywoodiano até as famosas notícias enviesadas. Onde muçulmanos são confundidos com árabes vilões, terroristas e fundamentalistas.

O problema é que os meios de comunicação que tem o poder para tal, preferem se preocupar com merdinhas que julgo irrelevantes, pois só enfatizam aquilo que é de seus interesses, mesmo porque todos possuem rabo preso com políticos . E o jornalista que decide jogar a real no ar, acaba desempregado e falido.

A TV é uma verdadeira maquina incessante de fazer nada. Televisão não tem compromisso com a verdade e muito menos com a informação, é tudo mentira. A transmissão jornalística por exemplo, nunca é o fato em si como muitos acreditam. Mesmo porque tudo o que vemos em uma transmissão ao vivo é resultado de escolhas de muitas pessoas que se interferem para ganhar audiência e obviamente dim dim! A câmera nunca se encontra fixa em determinado lugar e muitos acreditam na errônea idéia de que a transmissão ao vivo é pura.

Logo me desiludi quando descobri que o jornalismo sério e imparcial está quase extinto e que hoje o jornalista já não é mais o porta voz da verdade. Coincidentemente, no ano em que entrei na faculdade, em 2009, foi o mesmo ano que implantaram aquela lei da não obrigatoriedade do diploma de jornalista e aí tudo virou uma palhaçada. Uma profissão que já não dava dinheiro nenhum, passou a ser extremamente desvalorizada de um dia para o outro.

Cheguei na metade do último ano muito desgastada e virei a casaca. Meu amor próprio falou mais alto e descobri que para escrever sobre algo que gosto, não preciso necessariamente ganhar mal e trabalhar feito um escravo em um meio de comunicação para escrever coisas a favor da linha editorial do veículo que muitas vezes vai contra nossos valores e pensamentos.

Portanto, tranquei a faculdade na metade do último ano. Eu posso concluir o meu curso algum dia, mas agora preciso pensar. Vou viajar e aí... só Deus sabe!

terça-feira, 22 de maio de 2012

H&M no Brasil


A loja H&M é muito querida no exterior por oferecer moda de qualidade com o melhor preço. Ou seja: coisas bonitas, na moda, de boa qualidade (nem tão boa qualidade assim, mas tá) e, que vestem desde a garota formada até a garçonete. Eu, quando conheci essa loja, fiquei louca né? Sabe como é, brasileiro não está acostumado adquirir coisas boas com facilidade.

Pois olha que bacana! Hoje li que a H&M está chegando ao Brasil em 2013. Logo, lamento, pois aqui costuma-se vender tudo a preços surreais. O que será da H&M por aqui? Mais uma das milhares lojas que vendem seus produtos pelo triplo do preço.
Ok, ok. A loja nem chegou e eu já estou aqui falando pacarai. Mas, acredito que o país das taxas de impostos mais altas do mundo, não irá perdoar nem mesmo a H&M que costuma ser tão generosa.

H&M, não é H&M no Brasil. Eu acho.

Matéria sobre H&M no Brasil: http://vogue.globo.com/moda/news/hm-chega-ao-brasil-em-2013/

site oficial H&M: www.hm.com

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Aïcha, Ayesha, Aisha, Ayeishah...

Dedicado para todas as Aïchas, Ayeshas, Aishas e Ayshas (hehehe).

Mas ô nomezinho bem cotado hein? O paquistanês me deu esse nome também. Acho que o mundo inteiro paga pau para esse nome. Pode ser coincidência, mas a maioria das muçulmanas convertidas que conheci se chamam Aisha.

Aisha soa tão bem que um dos maiores sucessos do cantor argelino Cheb Khaled foi a música "Aïcha", em francês, (belo trabalho, aliás). Música que foi regravada por diversos músicos mais tarde. E como se não bastasse, já ouvi outras músicas onde o tema principal era Aisha, e não era a versão do Khaled, não. Como esse sonzinho bollywoodiano, por exemplo: Suno Aisha - http://www.youtube.com/watch?v=YhDoqYbkTCo&feature=fvsr

Khaled é sensacional. Um fofo! Conhecido como o Rei do Raï, é um dos mais conhecidos cantores da música popular folclórica árabe. Encanta-me, pois ele sorri o tempo todo para cantar. Certa vez li em algum lugar que Khaled sorri até com os olhos e é verdade.


A versão da banda Outlandish é a mais conhecida, depois da original. Pois eu acho até uma ousadia regravar essa belíssima obra de arte (eu amo essa música). Esta é uma banda de integrantes dinamarqueses, porém de descendência marroquina e paquistanesa. Portanto todos são muçulmanos, exceto um que é católico. Confira: http://www.youtube.com/watch?v=f0nFTdKlKLw&ob=av2e

Além de Outlandish, uma banda com o nome de "Chota Madre" também regravou a música. Ficou legalzinha, em versão espanhola, "Aicha, Aicha, mi corazón". Outra versão engraçadinha é a da banda "Africando". É só procurar no youtube por "Aicha - Africando", o mesmo para Chota Madre, (coloca no youtube). Também vi em estilo salsa, em inglês e por aí vai...

Mas de todas as versões, além da original, a mais bela é a paquistanesa. Pois é. Ha pouco tempo o Amanat Ali também regravou essa música. E por favor, logo não pense que é puxação de saco ou viés a favor do Paquistão. Ouça todas as versões que citei e depois compare como não encaixou perfeitamente essa canção em urdu. A música realmente ficou bela e quando escutei pela primeira vez, até me emocionei (ui ui). Olha:


<3

Significado do Nome Aicha:
Aicha era a mulher do Profeta Muhammad
De origem árabe, significado de Aicha é "vivente e bondosa"
Também significa "vida" em suaíli.

Significado de Aicha, fonte: http://www.thinkbabynames.com/meaning/0/Aisha

terça-feira, 8 de maio de 2012

Princesinha libanêsa

Essa semana eu não consegui parar de ouvir a música "Enta Eih" dessa libanêsa. Eu gosto da Nancy Ajram, mas confesso que é meio irritante a linha menina bondosa demais que ela faz. As músicas são mais ou menos, tipo Haifa Wehbe, estilinho dança do ventre, com percussão árabe e talz. Eu gosto. Gosto mesmo, gosto inclusive do senso de humor dela. Mas todos os clips há um rapaz bonitão e sarado, pra fazer par romântico com ela. Coisas românticas e fofinhas demais também me irritam. Sempre muito meiga e nada tãão sensual. Enfim, é o estilão dela e já disse que gosto.

Aqui a musiquinha que me viciou essa semana, que é diferente do estilo "dança do ventre" que eu falei, é lenta. Mas é bonita, olha:

video
 

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